19 Fevereiro 2026

Petróleo, o “ouro negro” que ainda move a máquina global

O petróleo é fundamental para a atividade da Quimicalis, por estar na origem de uma significativa parte das suas matérias-primas. 

Apesar dos desenvolvimentos de outras alternativas, sobretudo energéticas, o petróleo ainda é indispensável para a produção de combustíveis e de mais de 6000 produtos: plásticos, tintas, medicamentos, fibras sintéticas e roupas, pneus, cosméticos, detergentes, solventes e diluentes, entre muitos outros. 

Destaque, por exemplo, para a sua importância na produção de fertilizantes: atualmente, sem ureia e amónia não haveria forma de alimentar a população mundial. 

Pela sua relevância, destacaremos, ao longos dos próximos meses, algumas curiosidades. 


Como surge o petróleo? 

Embora seja amplamente utilizado, globalmente, a origem do petróleo não é consensual. Sabe-se, contudo, que o petróleo, como combustível fóssil, é fruto da decomposição de seres vivos, sobretudo micro-organismos e algas marinhas - ou seja, matéria orgânica acumulada e pressionada durante milhões de anos.

Outra hipótese bastante difundida diz que esta mistura de hidrocarbonetos foi formada por depósitos de carbono, que remontam à formação da Terra. 

Uma vez que este se acumula em bacias sedimentares, no subsolo ou fundo do mar, preso em rochas porosas, a mineração do petróleo em bruto exige um conjunto de processos que visam localizá-lo, retirá-lo e prepará-lo para ser aplicado. 


Qual a cor do chamado “ouro negro”? 

Pela sua cor mais usual, que vem do petróleo mais pesado e envelhecido, que escurece com o tempo e em contacto com o ar, o petróleo é comummente conhecido como “ouro negro”. 

No entanto, a verdade é que a cor pode variar de castanho-claro até ao reconhecido preto profundo, passando até pelas cores (menos comuns) amarelo e verde.

Aliás, dependendo dos contaminantes e componentes - oxigénio, nitrogénio, compostos de enxofre e iões metálicos, especialmente níquel e vanádio -, bem como do grau de refinação, o petróleo pode mesmo ser quase transparente (nos petróleos mais leves e com menos impurezas). 

Estes petróleos mais leves, que apresentam cores menos comuns, são os mais valorizados, porque permitem produzir mais gasolina e menos resíduos pesados, nomeadamente: 
 

  • Venezuela (Campo de Maracaibo): amarelado; 
  • Alaska (Prudhoe Bay): muito claro e fluído; 
  • Áreas de Kansas e Utah-Estados Unidos: tons de verde-claro a verde-escuro; 
  • Áreas da Nigéria: avermelhado (pela inclusão de enxofre e ferro).